OS DEZ MANDAMENTOS

OS DEZ MANDAMENTOS

Os Dez Mandamentos (telenovela)

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Disambig grey.svg Nota: Para o filme, veja Os Dez Mandamentos (filme de 2016).
Os Dez Mandamentos
Informação geral
Formato Telenovela
Gênero drama
épico
Duração 60 minutos
Criador(es) Vívian de Oliveira
País de origem Brasil
Idioma original português
Produção
Diretor(es) Alexandre Avancini
Câmera multicâmera
Roteirista(s)
Elenco
Tema de abertura "Tigres", Daniel Figueiredo
Empresa(s) de produção RecordTV
Casablanca
Localização Rio de JaneiroRJ
Exibição
Emissora de televisão original RecordTV
Formato de exibição 1080i (HDTV)
Transmissão original 23 de março de 2015 – 4 de julho de 2016
N.º de temporadas 2
N.º de episódios 242
Cronologia
Programas relacionados Os Dez Mandamentos: O Filme

Os Dez Mandamentos é uma telenovela brasileira exibida pela RecordTV de 23 de março de 2015 a 4 de julho de 2016 em 242 capítulos, substituindo Vitória e sendo substituída por A Terra Prometida.[1] Foi exibida em duas temporadas: a primeira de 23 de março a 23 de novembro de 2015 em 176 capítulos e a segunda de 4 de abril a 4 de julho de 2016 em 66 capítulos.[2][3] Foi a 24ª novela exibida pela emissora desde a retomada da dramaturgia em 2004. Escrita por Vivian de Oliveira, com a colaboração de texto de Altenir Silva, Joaquim AssisMaria Cláudia Oliveira e Paula Richard na primeira temporada, e Alexandre Teixeira, Emilio Boechat, Gabriel Carneiro e Joaquim Assis na segunda, sob direção geral de Alexandre Avancini.[4] Enquanto a primeira temporada foi produzida totalmente pela emissora, a segunda teve co-produção da Casablanca.[5]

É uma adaptação de quatro livros que compõem a Bíblia – ÊxodoLevíticoNúmeros e Deuteronômio – narrando a história de Moisés desde o seu nascimento até sua morte, destacando as Dez pragas do Egito, a abertura do Mar Vermelho, a libertação do povo hebreu, a revelação dos Dez Mandamentos e a travessia de quarenta anos pelo deserto até a terra prometida.[6] A trama recebeu três indicações no Seoul International Drama Awards de 2016 nas categorias de melhor novela, melhor diretor e melhor escritor.[7] A trama também foi indicada ao Shorty Awards, o maior prêmio mundial de redes sociais na categoria televisão.[8]

Conta com Guilherme WinterGiselle ItiéSérgio MaroneCamila RodriguesAdriana GaramboneVitor HugoDenise Del Vecchio e Leonardo Vieira nos papeis principais.

Antecedentes

Novela das oito

Cidadão Brasileiro estreou em 13 de março de 2006 como a primeira "novela das oito" da RecordTV, após a emissora ter consolidado o horário das 19h30 com obras como A Escrava IsauraEssas Mulheres e Prova de Amor.[9] Pelas temáticas consideradas pesadas e a ameaça constante de ser reclassificada pelo Ministério Público, a emissora decidiu promover uma mudança na grade, passando Cidadão para às 22h e Bicho do Mato, que originalmente estreou como "novela das sete", para às 20h30.[10] A alteração rendeu um resultado positivo, crescendo a audiência de 12 para 18 pontos.[11] Luz do Sol veio na sequência, centralizando a temática de veraneio e praia, mantendo a média do horário entre 10 e 15 pontos.[12][13] A partir de 20 de novembro de 2007 Amor e Intrigas passou a ocupar o horário, porém em dezembro a emissora avaliou que a novela tinha uma trama muito pesada para o horário e se aplicaria melhor na segunda faixa, enquanto a novela das 22h, Caminhos do Coração atingia majoritariamente o público infantojuvenil, promovendo uma troca de horário entre as duas.[14] A troca foi favorável e a trama dos mutantes chegou a atingir a liderança no horário, chegando a abrir 27 pontos.[15] As duas partes seguintes da franquia dos mutantes, Os Mutantes e Promessas de Amor, seguiram no mesmo horário.[16]

Bela, a Feia estreou em 4 de agosto de 2009, porém teve dificuldades iniciais para se ajustar ao horário deixado pelas tramas adolescentes até então. Após a dificuldade inicial, a trama se estabilizou e, em 7 de abril de 2010, atingiu a liderança do horário com 18 pontos de média e 25 pontos de pico.[17] Buscando manter os resultados, a trama foi transferida para às 22h30 com o fim de Poder Paralelo, sendo o horário de "novela das oito" extinto.[17]

Teledramaturgia épica

A tradição em produzir tramas épicas se iniciou na RecordTV no verão de 2010 com a minissérie A História de Ester, de forma ainda despretensiosa e em forma de teste para ver a aceitação do público em um produto tão distinto do que se costumava fazer na televisão – acostumada com obras que iam, no máximo, até o período escravagista brasileiro.[18] Sem grandes pretensões, a minissérie surpreendeu a direção ao manter uma média de 11 pontos.[19] A segunda produção do gênero, a minissérie Sansão e Dalila, entrou no ar no início de 2011, recebendo um investimento de 12 milhões de reais e mantendo os índices do ano anterior.[20] Em 24 de janeiro de 2012 o projeto mais ambicioso até então, Rei Davi, estreou com gravações ocorridas no Canadá e Chile.[21] A trama chegou aos 16 pontos e liderança do horário em determinados dias.[22] Em 2013 entra no ar a quarta e última minissérie sequencial da temática, José do Egito, com um investimento de mais de R$ 60 milhões, o maior já empregado em uma minissérie até então no Brasil.[23] As gravações foram realizadas no Chile, Egito, Israel e Palestina, envolvendo 300 profissionais viajando para a produção.[24] Em 2014 a emissora apostou em um formato diferente para a produção épica, lançado em duas temporadas o seriado Milagres de Jesus, que trazia em cada episódio uma história diferente.[25] Cada episódio foi orçado em R$ 900 mil, o maior para um seriado nacional.[26]

Produção

É a primeira telenovela brasileira e do mundo baseada em uma história bíblica.[27] A previsão inicial era de que Os Dez Mandamentos fosse exibida em 150 capítulos, dividida em quatro fases,[28] com gravações no RecNov em Vargem Grande no Rio de Janeiro e com as filmagens externas no Deserto de Atacama - (Chile),[4] além de locações no estado do Paraná, no município de Guarapuava. Também ocorreram gravações com locações nos municípios fluminenses de Itaguaí e Seropédica e no bairro de Santa Cruz, na zona oeste do Rio de Janeiro.[28][29] É considerada uma das produções mais caras da história da emissora, com um custo estimado de R$ 700 mil por capítulo, perdendo para, por exemplo, Milagres de Jesus (900 mil por capítulo).[28][30] Foram constituídos 28 cenários e uma cidade cenográfica com mais de 7 mil metros quadrados, onde são reproduzidas as cidades dos hebreus, egípcios e midianitas.[30] Para a gravação da telenovela, foram utilizadas câmeras digitais Arri Alexa.[31]

Música

A trilha sonora, de Daniel Figueiredo, é outro destaque da novela. Assim como em outras adaptações bíblicas, a Record optou por músicas instrumentais e outras em hebraico, como Miklat, tema do casal protagonista cantada por Gilbert Stein e Fortuna Safie. O tema da abertura da trama, que apresentava as dez pragas do Egito, o Monte Sinai, a peregrinação do povo hebreu no deserto, e o exército do faraó afogado no Mar Vermelho, intercaladas com as pedras que juntavam-se para formar as tábuas dos dez mandamentos e encerrando com o logo do nome da novela, também marcou muito os telespectadores, porém no dia 09/07 no capítulo 79 que exibiu o casamento de Moisés e passagem para terceira fase da trama, foi colocada como música de fundo do casamento de Moisés e Zípora. Pela primeira vez nas produções bíblicas, uma música em português: tratava-se de O amor que vem da fé ou No poço te encontrei, cantada por Kátia Jorgensen e Moyses Macedo (filho mais novo do Bispo Edir Macedo, proprietário da RecordTV e líder fundador da Igreja Universal), uma versão com a mesma melodia de Miklat, que agradou e encantou o público que acompanhou.

Núcleos

Dentro do núcleo egípcio, destacam-se a rainha Tuya (Angelina Muniz), a vilã Yunet (Day Mesquita/Adriana Garambone),[32] o general Disebek (Daniel Aguiar/Eduardo Lago), a segunda esposa de Seti I, Nayla (Maria Ceiça), o sacerdote Paser (Paulo Nigro/Giuseppe Oristanio)[33] e seu assistente Simut (Renato Livera),[34] os oficiais Bakenmut (Kiko Pissolato)[35] e Ikeni (Victor Pecoraro),[36] o feitor Apuki (Heitor Martinez), sua esposa Judite (Nanda Ziegler) e seus filhos Ana (Tammy di Calafiori)[37] e Jairo (Gabriel Quaresma/Erich Pelitz), além do cozinheiro do palácio, Gahiji (Fernando Sampaio)[38] e seu filho Chibale (Júlio Oliveira), os artesãos israelitas Hur (Floriano Peixoto) e Uri (Rafael Sardão),[39] respectivamente pai e filho, a dama de companhia de Nefertari, Karoma (Roberta Santiago),[40] o filho de Ramessés, Amenhotep (José Victor Pires), o filho de Ikeni e Karoma, Pepy (Íttalo Paixão), o comerciante Meketre (Luciano Szafir), sua esposa Taís (Babi Xavier), seus filhos Meryt (Nikki Meneghel), Hori (Kauã Torres)[41] e o bastardo Bak (Matheus Lustosa),[42] e o dono do bordel Casa de Senet, Ahmós (Carlos Bonow).

Ainda há o núcleo da vila dos hebreus, formado por Eliseba (Gabriela Durlo),[43] a esposa de Arão, e seus filhos Nadabe (Higor Castro/Marco Antonio Gimenez), Abiú (Kaik Brum/Daniel Siwek), Itamar (Henrique Gottardo)[44] e Eleazar (Rafael Sun/Bernardo Velasco), o amigo de Arão e operário Num (Vicente Tuchinsky/Licurgo), morto por Apuki por vingança,[45] sua esposa Amália (Marina Moschen/Lisandra Souto),[46] o pai de Moisés, Arão e Miriã, Anrão (Roger Gobeth/Paulo Gorgulho), a esposa de Uri, Leila (Juliana Didone),[47] a irmã Abigail (Bianka Fernandes) e o filho Bezalel (Luiz Felipe Mello/Igor Cosso), os operários Zelofeade (Felipe Cardoso) e Eldade (Paulo Reis).

Com o passar da novela, o núcleo midianita é introduzido durante a fuga de Moisés do Egito, sendo composto por Zípora (Gisele Itié),[48] o pai Jetro (Paulo Figueiredo) e as irmãs, Adira (Rayana Carvalho),[49] Jerusa (Thais Müller), Betânia (Marcela Barrozo), Ada (Camila Santanioni), Damarina (Talita Younan) e Jaque (Rafaela Sampaio/Fran Maya), os filhos de Moisés, Gérson (Luiz Eduardo Oliveira) e Eliézer (Gustavo Henzel), além do comerciante Baruk (Bemvindo Sequeira) e seus filhos Aníbal (Thierry Figueira) e Menahem (Jorge Pontual).[50]

O núcleo israelita é ampliado na terceira fase, introduzindo personagens como o filho de Num e Amália, Oseias (Sidney Sampaio)[51] e seu melhor amigo, Calebe (Rodrigo Vidigal),[52] a esposa de Eleazar, Inês (Brendha Haddad) e o filho do casal, Fineias (Pietro Buannafina),[53] o escultor Aoliabe (Fabio Beltrão), o chefe dos trabalhadores israelitas, Corá (Victor Hugo), sua esposa Bina (Kátia Moraes), os filhos Assir (Leonardo Braga) e Elcana (João Pedro Franco), e a irmã Safira (Jeniffer Setti),[54] que por sua vez é casada com Datã (Bruno Padilha). Além disso, estão envolvidos no núcleo, o irmão de Datã, Abirão (Sandro Rocha), a amiga de Safira, Karen (Anita Amizo), e a sobrinha de Zelofeade, Deborah (Pérola Faria).[55] Na primeira fase, personagens fizeram rápidas aparições, e por sua vez não apareceram mais nas fases seguintes, como o antigo dono do bordel Casa de Senet, Bennu (Iran Malfitano), e as parteiras de Moisés, Puá (Valéria Alencar) e Sifrá (Stella Freitas).[56]

A novela também teve participações especiais que duraram poucos capítulos, como por exemplo a filha do sumo sacerdote do Egito, Maya (Bárbara França) e ex-noiva de Ramessés, que morre envenenada em um plano de Yunet e Disebek,[57] Anippe (Bárbara Quercetti), uma das amantes do general Disebek,[58] Panahasi (Daniel Satti), um feitor egípcio assassinado por Moisés para defender um hebreu, Teti (Fernanda Nizzato), uma ex-noiva de Ramessés,[59] Raymundo de Souza como Nabor, um homem que recebe Moisés e sua família em sua estalagem durante seu caminho ao Egito[60] e Andréa Avancini como sua esposa, Joana, além de Arianny Carvalho, Renata Pirillo[61] e Juliana Kelling como esposas de Seti I,[62] Rocco Pitanga como Jahi, sobrinho da esposa de Seti, Nayla,[63] e sua irmã, a princesa Radina (Aisha Jambo),[64] e Adriano Petermann e William Vita interpretando respectivamente, os sacerdotes Janes e Jambres, contratados por Ramessés para contaminarem a fonte dos hebreus com sangue.[65] Depois da fuga dos hebreus do Egito, o núcleo dos amalequitas é brevemente introduzido, com seu rei, Amaleque (Ricardo Petraglia), pelejando contra os israelitas, e seus guerreiros, Zuri e Amir, interpretados respectivamente pelos atores Adriano Toloza e Jandir Ferrari.[66]

Efeitos especiais

Abertura do Mar Vermelho

Uma das cenas mais esperadas desde que a novela Os Dez Mandamentos começou foi a abertura do Mar Vermelho. A sequência de cenas foi gravada em maio de 2015, na Fazenda Lama-Preta, no Rio de Janeiro.[67] O episódio cravou recorde histórico com média de 28 pontos, com picos de 31 e 39% de share na Grande São Paulo, no Grande Rio, cravou 32 pontos com 36 de pico e 47% de share. Para a gravação foram usados 120 animais, mais de 400 figurantes e 240 profissionais envolvidos nos 31 dias de filmagens. Inicialmente a abertura do Mar Vermelho estava programada para ir ao ar dia 27 de outubro de 2015, mas como a trama ganhou mais 20 capítulos, a exibição foi adiada em duas semanas, sendo exibida no dia 10 de novembro de 2015.

Além de envolver um grande número de funcionários desde o elenco de apoio até os responsáveis pela pós-produção, realizada pelo Stargate Studios, em Hollywood, que produz efeitos especiais em séries como RevengeCSI e The Walking Dead, o capítulo em que Moisés (Guilherme Winter) abriu o Mar Vermelho para a fuga dos hebreus custou à RecordTV o investimento de R$ 1 milhão. Esses custos vão desde o elenco até os recursos gráficos. Tanto a abertura do Mar Vermelho quanto a sétima praga tiveram a superprodução do estúdio americano Stargate Studios, que ficou responsável pela computação gráfica. Para as cenas do fechamento do Mar Vermelho foram produzidas quatro rampas de 12 metros de altura, feitas de madeira e metal, que despejavam 12 mil litros de água reutilizada sobre os atores e figurantes. Para esta sequência foram utilizados no total 20 mil litros de água transportados em dez caminhões-pipa.[68]

As pragas do Egito

A atriz, que vive Nefertari, a mulher do faraó Ramessés II (Sérgio Marone), ficou completamente coberta de sangue cenográfico ao gravar a cena em que a rainha resolve tomar um banho na piscina do palácio e, ao mergulhar, emerge da água tingida de vermelho. “Fiquei manchada por quase uma semana”, disse Camila Rodrigues ao site oficial da novela.[69] Em entrevista ao R7, Petrônio Gontijo, conta como a cena em que a água vira sangue foi gravada e revela curiosidades sobre os bastidores da praga das rãs: "Arão não transforma a água em sangue, ele é usado por Deus para que aquilo aconteça. Nós gravamos a cena cerca de três vezes para capturar todos os detalhes. Filmamos de longe, de perto e apenas o lago, justamente para ter material nos diversos ângulos possíveis. Assim, a equipe de efeitos pôde trabalhar em cima destas imagens."

Arão não sofre os efeitos das pragas e aparece apenas no momento em que elas são criadas. Petrônio Gontijo não teve contato com animais de verdade, mas revela que se divertiu na gravação com rãs de borracha. "Foi muito engraçado ver o bicho desanimado e imaginar que ele tem vida. Não é normal dividir o set de gravação com sapos de mentira. Depois, eu assisti à cena da praga das rãs já com efeito e ficou incrível. O trabalho da equipe de 3D está espetacular". O ator conta que não tem experiência com cenas em que há efeitos especiais e diz que a concentração é primordial neste tipo de gravação. "A concentração é mais importante do que a imaginação. Precisamos pensar que as coisas estão acontecendo ali, quando na verdade nada acontece. A atenção é redobrada, pois temos que estar cientes do que vamos fazer para não perder o foco". Embora não tenha contracenado com animais inusitados durante as gravações, Gontijo revela dois bichos que causariam certo nervoso. "Sou tranquilo, até porque vim do mato, do interior, e cresci no brejo. Meu problema não seria sapo, barata, mosca, nada disso. Não consigo imaginar uma aranha subindo pelo meu corpo ou um rato, acho que seria arrepiante. Ainda assim, faria o que fosse preciso".[70]

Em entrevista ao UOL em setembro de 2015, Alexandre Avancini, diretor da trama, elegeu a chuva de gelo e fogo como a praga mais difícil de gravar. O castigo envolveu todo o elenco, além de dublês e figurantes. Segundo ele, a cidade cenográfica foi completamente destruída para as filmagens, feitas pela equipe da RecordTV. Já os efeitos especiais ficaram a cargo da produtora norte-americana Stargate, que tem no currículo produções como Walking Dead e Spartacus.[71]

Outros efeitos especiais

Na cena em que Moisés se depara com a sarça em chamas, o público não viu nada além do que uma imagem feita em 3D, conta o produtor de efeitos da RecordTV, Rick Ramos: "É uma árvore muito específica, então seria inviável encontrar algo igual e colocar fogo, correndo o risco de não queimar. Decidimos fazer em computação gráfica. Nossa equipe recebeu imagens enviadas pelo diretor da novela, Alexandre Avancini, e pela autora, Vívian de Oliveira. Daí, produzimos e modelamos uma planta de acordo com nossa referência". Para “marcar o território” da planta, ou seja, indicar o ponto certo em que ela seria inserida nas imagens através da computação gráfica, a equipe usou um garfo de fogo durante a gravação. Acrescentar uma planta em chamas às imagens brutas não foi a única tarefa da equipe de efeitos. Rick Ramos conta que alterações foram feitas no local em que Guilherme Winter gravou a cena, com a ajuda do computador. O produtor explica que a árvore foi construída em 3D, assim como o fogo. Todo o trabalho durou quase uma semana.[72]

Os efeitos em 3D no início da segunda temporada precisaram ficar prontos em poucas semanas, ao contrário da abertura do Mar Vermelho, que levou mais de um ano da preparação à execução e custou à RecordTV R$ 1 milhão, a principal cena da primeira fase da novela que foi assinada pelo estúdio Stargate. Depois de ler o roteiro escrito por Vívian de Oliveira, a equipe prepara o storyboard, sequência em desenho das cenas que deverão ser gravadas. Para otimizar tempo, a sequência é animada e ganha efeitos especiais antes mesmo das gravações no RecNov, mas precisava ser aprovada pela direção da Record. A mão de Deus, por exemplo, era azul nas primeiras animações e teve a cor alterada. "As primeiras sequências do primeiro capítulo tiveram muitos efeitos especiais. A Casablanca conduz a parte técnica e de produção. A parte artística é da Record. A parceria está sendo ótima. É uma continuação, facilitou muito o trabalho. Se fosse uma novela 100% nova, seria impossível. Vamos ter duas cidades novas, com dois palácios novos", antecipa Alexandre Avancini, diretor-geral de Os Dez Mandamentos. ''Para esses tipos de efeitos, muitas vezes tivemos que criar soluções próprias com softwares construídos aqui. Nossos artistas sempre buscam por referências que agregam na visão artística do diretor, mas nesse projeto é difícil, pois poucas obras retrataram tantos acontecimentos grandiosos e espetaculares dessa natureza divina em tão grande volume. Nossa referência principal são os capítulos anteriores de Os Dez Mandamentos", explica Edu Cazev, diretor de 3D da Casablanca.[73]

Enredo

Primeira Fase

A novela começa na cidade de Pi-Ramessés no Egito aproximadamente 1300 a.C quando o poderoso faraó Seti (Zé Carlos Machado) que odeia e despreza o povo hebreu decreta a morte de todos bebês israelitas do sexo masculino. A filha do faraó é a princesa Henutmire (Mel Lisboa) uma jovem boa e de bom coração que está prestes a se casar com o general Disebeck (Daniel Aguiar) que leva sua amante Yunet (Day Mesquita) para morar no palácio dizendo que a mesma é sua prima. Yunet finge ser amiga da princesa e se torna sua dama de companhia. Após o casamento a mulher começa a fazer com que Henutmire perca os bebês causando grande dor a princesa. Yunet descobre que está gravida de Disebeck e para que ninguém desconfie se casa com o sacerdote Paser (Paulo Nigro). É nesse periodo que a hebreia Joquebede (Samara Felippo) dá a luz ao bebê Moisés. Ela seu marido Anrão (Roger Gobeth) e seus filhos Miriã e Arão tentam escondê-lo por causa do decreto do rei. Mas logo Moisés é descoberto. Anrão luta para salvar seu filho, mas acaba morrendo, Joquebede sem outra escolha o coloca em um cesto de junco e o lança ao Rio Nilo confiando que Deus o levará para um local seguro. O cesto desce o Rio Nilo e vai parar nas mãos de Henutmire que desde o primeiro momento demonstra amor pela criança, mas Miriã que seguiu o cesto diz a princesa que conhece uma ama de leite para o garoto e o leva para casa novamente. Henutmire consegue que seu pai suspenda o decreto.

3 anos depois Henutmire continua a perder filhos e chega ao ponto de tentar suicídio, mas se lembra de Moisés e com muita tristeza adota Moisés a força. Moisés é criado como um príncipe egípcio e se torna melhor amigo de de seu tio-irmão Ramessés e Nefertari (filha de Yunet).

Segunda Fase

30 anos depois Moisés (Guilherme Winter) é um ótimo guerreiro e arquiteto. Ele e Ramessés (Sérgio Marone) mantêm uma amizade inabalável. Mas tudo começa a mudar quando os dois se apaixonam por Nefertari (Camila Rodrigues) isso causa vários conflitos. Arão (Petrônio Gontijo) irmão hebreu de Moisés é um homem revoltado e nervoso vive em conflito com o feitor Apuki (Heitor Martinez) mas se controla em consideração a sua esposa Eliseba (Gabriela Durlo) e por sua mãe Joquebede (Denise Del Vecchio) que sofre profundamente por está longe de seu filho. Na vila dos hebreus também vive Leila (Juliana Didone), uma mulher de fé tanto que quando seu marido Uri (Rafael Sardão) e seu sogro Hur (Floriano Peixoto) vão se tornar joalheiros do rei e adorar os deuses egípcios ela se separa e vai criar seu filho Bezalel (Luís Felipe Mello) junto com sua irmã Abigail (Bianka Fernandes). Mas com medo de seu filho se tornar escravo vai morar no palácio.

Nefertari começa a namorar Moisés causando assim o ódio de sua mãe Yunet (Adriana Garambone) que quer ver sua filha casada com Ramessés, futuro rei. Ela então conta a Moisés toda verdade sobre sua origem. Ao saber de toda verdade o príncipe se envolve no sofrimento de seu povo, chegando ao ponto de matar um oficial egípcio para defender um hebreu. Após Yunet descobrir isso ela usa seu marido Paser (Giuseppe Oristanio) para contar tudo ao rei que ordena sua morte. Moisés com ajuda de Ramessés e Henutmire (Vera Zimmermann) e de sua família hebreia foge para Midiã, lá ele conhece a bela e rebelde Zípora (Giselle Itié), se casa com ela e se torna um pastor de ovelhas. No Egito mesmo com a ida de Moisés, Ramessés não consegue se casar com Nefertari pois seu pai não permite. Mas Yunet o assassina e assim Ramessés sobe ao trono e se casa com ela. No casamento são reveladas todas as maldades de Yunet e ela é expulsa do palácio se tornando uma mendiga.

Terceira Fase

Muitos anos depois Moisés um dia está a pastorear um rebanho quando recebe um chamado de Deus que se revela a ele e o manda voltar ao Egito para que junto com seu irmão Arão liberte todo o povo hebreu da escravidão. Ao voltar para o Egito Moisés tem que enfrentar aquele que um dia considerou como um irmão e agora se tornará seu pior inimigo. Somente após as Dez pragas do Egito Ramessés Liberta o povo. Mas acaba voltando atrás e decide persegui-los através do deserto. É então que Deus em um dos momentos mais grandiosos do Antigo Testamento, abre o Mar Vermelho deixando o povo hebreu passar e depois o fecha matando o exército egípcio que os persegue. No deserto Deus revela a Moisés os Dez Mandamentos, um conjunto de regras que todos os hebreus devem seguir. Também no deserto os hebreus passaram por diversos desafios sempre liderados por Moisés, que os guiará ao longo de quarenta anos até chegarem a Terra prometida.

Elenco

Primeira temporada

Ator/Atriz Personagem
Guilherme Winter Moisés de Levi
Giselle Itié Zípora Arthena
Sérgio Marone Ramessés de Mut
Camila Rodrigues Nefertari Alib
Adriana Garambone Yunet Alib
Vitor Hugo Corá
Denise Del Vecchio Joquebede de Levi
Larissa Maciel Miriã de Levi
Petrônio Gontijo Aarão de Levi
Heitor Martinez Apuki Amzalag
Floriano Peixoto Hur Assyr
Gabriela Durlo Eliseba
Marcela Barrozo Betânia Arthena
Juliana Didone Leila
Rafael Sardão Uri Assyr
Victor Pecoraro Ikeni
Milhem Cortaz Bomani
Giuseppe Oristanio Paser Alib
Kiko Pissolato Bakenmut
Vera Zimmermann Henutmire da Alexandria
Eduardo Lago Disebek da Alexandria
Luciano Szafir Meketre Haddad
Babi Xavier Tais Haddad
Angelina Muniz Tuya Mut
Zé Carlos Machado Seti Mut I
Bernardo Velasco Eleazar de Levi
Brendha Haddad Inês
Marco Antônio Gimenez Nadabe de Levi
Talita Younan Damarina
Paulo Figueiredo Jetro
Pérola Faria Deborah
Igor Cosso Bezalel
Nanda Ziegler Judite Amzalag
Roberta Santiago Karoma
Henrique Gottardo Itamar de Levi
Daniel Siwek Abiú de Levi
Lisandra Souto Amália
Carlos Bonow Ahmós
Rayana Carvalho Adira
Thierry Figueira Aníbal
Tammy di Calafiori Ana
Bemvindo Sequeira Baruk
Felipe Cardoso Zelofeade
José Victor Pires Amenhotep
Fernando Sampaio Gahiji
Maria Ceiça Nayla
Aisha Jambo Radina
Paulo Reis Eldade
Renato Livera Simut
Rocco Pitanga Jahi
Jorge Pontual Menahem
Bruno Padilha Datã
Sandro Rocha Abirão
Fabio Beltrão Aoliabe
Júlio Oliveira Chibale
Bianka Fernandes Abigail
Thais Müller Jerusa
Rodrigo Vidigal Calebe
Jeniffer Setti Safira
Kátia Moraes Bina
Anita Amizo Karen
Erich Pelitz Jairo Amzalag
Fan Silva Abner
Gustavo Henzel Gerson
Luiz Eduardo Oliveira Eliézer
Ittalo Paixão Pepy
Matheus Lustosa Bak
Nikki Meneghel Meryt
Kauã Torres Hori
Pietro Buannafina Fineias
João Pedro Franco Elcana
Leonardo Braga Assir
Participações especiais
Ator/Atriz Personagem
Paulo Gorgulho Anrão de Levi
Iran Malfitano Bennu
Licurgo Spinola Num
Samara Felippo Joquebede (jovem)
Mel Lisboa Henutmire (jovem)
Roger Gobeth Anrão (jovem)
Day Mesquita Yunet (jovem)
Paulo Nigro Paser (jovem)
Raymundo de Souza Nabor
Andréa Avancini Joana
Stella Freitas Sifrá
Valéria Alencar Puá
Marina Moschen Amália (jovem)
Ricardo Petraglia Amaleque
Jandir Ferrari Amir
Camila Santanioni Ada
Vicente Tuchinski Num (jovem)
Bárbara França Maya
Bárbara Quercetti Anippe
Daniel Satti Panahasi
Adriano Toloza Zuri
Erich Pelitz Jairo
Fran Maya Jaque
Fernanda Nizzato Teti
Renata Pirillo Mereatmut
Raissa Peniche Bintanat
Arianny Carvalho Henuttawy
Juliana Kelling Meritamon
Karen Beringhs Nebettawy
Oscar Calixto Orsocom
Josias Duarte Benicio
Adriano Petermann Janes
William Vita Jambres
Daniel Aguiar Disebek (jovem)
Pedro Pupak Moisés (criança)
Enzo Simi Moisés (jovem)
Victório Ghava Arão (criança)
Kadu Schons Arão (jovem)
Isabella Koppel Miriã (criança)
Ariela Massoti Miriã (jovem)
Carlos Augusto Salles Ramessés II (criança)
Edu Pinheiro Ramessés II (jovem)
Giovanna Maluf Nefertari (jovem)
Higor Castro Nadabe (jovem)
Kaik Brum Abiú (criança)
Rafael Sun Eleazar
Luiz Felipe Mello Bezalel (criança)
Gabriel Quaresma Jairo (criança)
Rafaela Sampaio Jaque (criança)
  Isabel

 

Segunda temporada[editar | editar código-fonte]

Ator/Atriz Personagem
Guilherme Winter Moisés de Levi
Giselle Itié Zípora Arthena de Levi
Leonardo Vieira Balaão
Dudu Azevedo Zur, Principe de Salazar
Vitor Hugo Corá
Denise Del Vecchio Joquebede de Levi
Larissa Maciel Miriã de Levi Assyr
Floriano Peixoto Hur Assyr
Petrônio Gontijo Aarão de Levi
Rayanne Morais Joana
Sidney Sampaio Oseias / Josué
Tammy di Calafiori Ana
Marcela Barrozo Betânia Arthena
Danilo Mesquita Tales
Bruno Ahmed Quenaz
Anna Rita Cerqueira Yarin
Hylka Maria Aviva, Princesa de Cordona
Bernardo Velasco Eleazar de Levi
Brendha Haddad Inês
Daniel Alvim Balaque, Rei dos Moabitas
Francisca Queiroz Elda, Rainha de Salazar
Juliana Didone Leila Aya
Fernando Sampaio Gahiji
Pérola Faria Deborah
Igor Cosso Bezalel
Fabio Beltrão Aoliabe
Fran Maya Jaque
Talita Younan Damarina
Felipe Cardoso Zelofeade
Paulo Vilela Natan
Rayana Carvalho Adira
Nina de Pádua Dorcas
Bruno Padilha Datã
Talita Castro Libna
Aisha Jambo Radina
Sandro Rocha Abirão
Brenda Sabryna Emma
Jessika Alves Noemi
Rodrigo Vidigal Calebe
Roney Villela Rishon
Alexandre Barros Oren
Thais Müller Jerusa
Ricardo Pavão Siom
Paulo Reis Eldade
Henrique Gottardo Itamar de Levi
Bianka Fernandes Abigail
Renato Livera Simut
Ray Erlich Talita
Carolina Chalita Tanya
Jeniffer Setti Safira
Júlio Oliveira Chibale
Ricardo Vandré Lemuel
Camila Santanioni Ada
Daniel Siwek Abiú
Bia Braga Dumá
Carolina Bezerra Aija
Monalisa Eleno Siloé
Robson Santos Abukar
Keff Oliveira Jair
Gustavo Henzel Gérson
Luiz Eduardo Oliveira Eliézer
Arthur Moraes Abner
Gustavo Flores Fineias
Nicole Orsini Raya
Kátia Moraes Bina
João Pedro Franco Elcana
Leonardo Braga Assir
Participações especiais
Ator Personagem
Paulo Figueiredo Jetro
Marco Antônio Gimenez Nadabe de Levi
Felipe Cunha Jonas
Leonardo Miggiorin Otniel
Guilherme Boury Iru
Milhem Cortaz Calebe
Nívea Stelmann Noemi
Marisol Ribeiro Acsa
Raymundo de Souza Quemuel
Zeca Carvalho Quenaz
Rafael Queiroz Fineias
Thiago Ciccarino Abner
Rafael D'Ávila Eliézer
Daniel Siwek Abiú de Levi
Isabel Cavalcanti Raya
Cláudio Garcia Baraquias
Antônio Pina Gérson
Cris Ribas Cosby
Beto Malvão Eli
Helena Labri Rebecca
Rohan Baruck Ezequiel
Carla Guapyassu Sara
Daniel de Assis Trindade Matheus
Anna Sant Ana Macla
Giselle Tucunduva Tirza
Luana Ribeiro Noah
Monique Rocha Hogla
Gabriela Gonçalves Milca
Daniel Granieri Assir
Arthur Monteiro Elcana
Luiz Lobo Ariel
Rodrigo Cirne Ilan
Samia Abreu Eva
Dani Caldeira Emma
Felipe Sobral Jetro
Pietro Buannafina Fineias (jovem)
Thiago Giacomini Chefe da guarda

 

Trilha sonora

Os Dez Mandamentos - Trilha Sonora
Trilha sonora de Vários artistas
Lançamento 2015
Gênero(s) Instrumental / Épico / Romance
Duração 57 min
Idioma(s) Português / Hebraico
Formato(s) CDdownload digital
Produção Radar Records
N.º Título Duração  
1. "No Poço te Encontrei - Moysés Macedo e Katia Jorgensen"   3:32
2. "Tigres - Daniel Figueiredo"   1:18
3. "Ritcatorze - Daniel Figueiredo e William Bordokan"   2:15
4. "Escaldante - Daniel Figueiredo"   1:54
5. "Tears - Cristiano Veneza, Daniel Figueiredo e Edu Luke"   2:24
6. "Arabesque - Daniel Figueiredo"   2:09
7. "Anasong - Daniel Figueiredo"   3:35
8. "Mar - Daniel Figueiredo"   1:59
9. "Big - Daniel Figueiredo"   2:21
10. "Miklat (Hebraico) - Fortuna e Gilbert"   3:33
11. "Dedi - Marcelo Penido, Talita Capra e Ronaldo Lobo"   2:20
12. "Ritquinze - William Bordokan e Daniel Figueiredo"   2:09
13. "Dimmer - Daniel Figueiredo"   2:22
14. "Giga - Daniel Figueiredo"   4:22
15. "Elegante - Daniel Figueiredo"   2:06
16. "Fall - Marcelo Penedo e Talita Capra"   2:42
17. "Valente - Daniel Figueiredo"   2:23
18. "You - Daniel Figueiredo"   2:16
19. "Amuleto - Daniel Figueiredo"   0:50
20. "Legado - Milton Guedes e Edu Luke"   2:09
21. "Nonus - Daniel Figueiredo"   2:23
22. "Numi (Hebraico) - Isabella Koppel"   2:25
23. "Moisés e Zípora - Daniel Figueiredo"   3:34
Duração total:
57 min  

Repercussão

Audiência e impacto junto ao público

A emissora estabeleceu uma meta de 13 pontos para a novela. Apesar disso, o primeiro capítulo de Os Dez Mandamentos registrou 12,1 pontos com cada ponto equivalendo a 67 mil domicílios na Grande São Paulo e teve a melhor estreia de uma novela da Rede Record desde maio de 2010, com Ribeirão do Tempo (12,3). No confronto com Chiquititas, trama do SBT, entre 20h29 e 21h08, a novela bíblica perdeu: 11,4 a 12,1. Na média geral, a novela da rede de Edir Macedo empatou com a rede de Silvio Santos. No mesmo horário, a Rede Globo teve 25,3 com o Jornal Nacional e 28,7 com Babilônia.

No capítulo exibido em 3 de abril de 2015, no ibope medido em GoiâniaOs Dez Mandamentos registrou 15,5 pontos, ao passo que a novela Babilônia marcou 14,5.[74] Em Belém a novela conquistou a liderança por seis dias durante o mês de junho, sendo no dia 22 o dia de seu recorde obtendo 24 pontos contra 21 da Globo, sendo a região onde a novela teve a melhor média de audiência até então com 18 pontos e ainda no mês também bateu recorde em Goiânia chegando a 19 pontos e conquistando a liderança por sete dias.[75]

Em 20 de abril a telenovela registrou seu recorde negativo com 10,6 na média, mas não foi motivo de desânimo.

Em 6 de abril a telenovela registrou seu primeiro recorde com 14,1 na média.

Depois de dois meses oscilando entre 11 a 14 pontos. Em 11 de junho, a telenovela registrou seu segundo recorde com 15,9 pontos oscilando na vice-liderança na Grande São Paulo. Já no Recife (onde cada ponto vale 11 mil domicílios), a telenovela oscilou na média de 14 pontos, com picos de 18,9 ficando 1 minuto na liderança vencendo a telenovela da global, Babilônia. Nesse capítulo, foi mostrada a cena em que a vilã Yunet, mata o rei Seti. No mesmo dia, em Fortaleza (onde cada ponto vale 17 mil domicílios), a novela amargou a terceira colocação com apenas 4,3 pontos, perdendo para a Globo com 29,8 pontos e para o SBT com 9,1.

Já em 15 de junho, registrou seu terceiro recorde com 16,6 garantindo a vice-liderança absoluta.

Em 31 de agosto de 2015 a telenovela bateu novo recorde de audiência na Grande São Paulo marcando 18,9 pontos de média, 21,0 de pico e 26% de share. Na mesma faixa horária, a Globo foi líder com 24,8 pontos, o SBT ocupou a terceira colocação com 11,5 pontos e a Band ficou em quarto lugar com 2,9 pontos.[76] No mesmo dia também bateu recorde no Rio de Janeiro marcando 20 pontos de média.[76]

Em 1º de setembro de 2015 a telenovela bateu novo recorde de audiência na Grande São Paulo marcando 19,1 pontos de média, 21,0 de pico e 26% de share.[77] Foi a maior audiência da Record desde 12 de novembro de 2008, quando Chamas da Vida, da autora Cristianne Fridman também conquistou 19 pontos.[77] No mesmo dia também bateu recorde no Rio de Janeiro marcando 20,6 pontos de média, 22,1 de pico e 29,5% de share contra 25,1 da Globo e 9,0 do SBT.[77]

Em 8 de setembro de 2015, um novo feito inédito, a telenovela ficou na liderança contra um jogo da Seleção Brasileira por cinco minutos neste período com 21 pontos.[78][79] Nunca a Record empatou com a Globo em uma transmissão de partida da Seleção Brasileira.[79] No Rio de Janeiro, outro empate, a novela da Record empatou com a Globo durante os 15 minutos em que enfrentou o jogo, marcando 22 pontos.[79]

Em 11 de setembro de 2015, a novela bate novo recorde conseguindo alcançar uma média acima de 20 pontos na Grande São Paulo, fechando com 20,1 pontos com 22 de pico e 28% de participação contra 22,5 pontos da Globo com o Jornal Nacional e A Regra do Jogo, 11,6 do SBT com Cúmplices de um Resgate e Carrossel.[80] No confronto direto com A Regra do Jogo, um novo feito inédito, ambas empataram com 21,7 pontos.[80]

Em 14 de setembro de 2015, a novela bate novo recorde fechando com 20,2 pontos de média na Grande São Paulo.[81]

Em 16 de setembro de 2015, a novela vence a novela A Regra do Jogo da Rede Globo por 22,6 a 21,3 no confronto direto entre ambas que ocorreu na faixa das 21h06 às 21h43 no Rio de Janeiro.[82] No mesmo dia liderou na Grande São Paulo por 13 minutos.[82]

Em 17 de setembro de 2015, a trama liderou pela primeira vez na média geral com 20 pontos de audiência na Grande São Paulo.[83] No confronto direito com A Regra do Jogo a vitória foi de 20,9 pontos de média contra 19,7 da novela da Globo.[83]

Após o feito histórico de vencer a Globo e conquistar a liderança absoluta, a telenovela continuou a incomodar a emissora carioca mantendo se próxima no geral ou vencendo durante parte de sua exibição. Em 23 de setembro de 2015 a telenovela derrotou a telenovela da Globo A Regra do Jogo no confronto direto por 20 contra 19,6.[84] No dia seguinte ocorreu um empate entre as novelas por 21 a 21 pontos.[85]

Em 26 de outubro de 2015, a novela bate novo recorde fechando com 24 pontos de média na Grande São Paulo e 26 no Rio de Janeiro.[86]

Finalmente em 29 de outubro de 2015 a novela liderou, pela primeira vez, o ibope de ponta a ponta, durante todo o horário de exibição do capítulo, derrotando os dois principais produtos do horário nobre da Rede Globo, o Jornal Nacional e a novela A Regra do Jogo.[87]

A repercussão da novela, tal como seu sucesso tem atraído público dos principais concorrentes no horário, Jornal Nacional e da novela das 21hA Regra do Jogo, da Globo.[88] Desde a trilogia de Os Mutantes: Caminhos do Coração (2009), uma novela da emissora não alcançava um Ibope tão positivo.[88] Devido aos índices de audiência a emissora esticará a trama.[88] A novela teve sucesso na imprensa internacional e teve elogios do Jornal Inglês The Guardian. A novela foi capa da revista Veja Rio do mês de Julho, com o título "O Egito é aqui" com as imagens de Moisés (Guilherme Winter), Zípora (Gisele Itié), Nefertari (Camila Rodrigues) e Ramessés (Sérgio Marone) devidamente caracterizados como os personagens, a matéria trazia bastidores da novela que aquela altura já impressionava o público e a crítica.[89] Um mês antes, Os Dez Mandamentos havia sido assunto de matéria da revista IstoÉ daquele mês, com o título "Game of Bíblia" em alusão a mundialmente aclamada série norte-americana Game of Thrones. A revista não falava só da novela, mas de todas as minisséries bíblicas anteriores e de um possível projeto de uma série em inglês para mercado exterior.[90]

O segundo capítulo de A Regra do Jogo, sucessora de Babilônia, previsto para ir ao ar às 21h30 do dia 1º de setembro de 2015, começou apenas às 21h53, fazendo com que o Jornal Nacional ficasse no ar por mais de uma hora. Isso aconteceu pois Os Dez Mandamentos marcava 19 pontos de média desde seu início, às 20h40 (devido à propaganda política obrigatória transmitida anteriormente). Sendo assim, para não perder audiência, a Globo esticou o máximo que pode seu noticiário, fazendo ainda com que a Record encerrasse sua novela apenas às 21h58, exibindo cenas marcadas para o capítulo do dia seguinte. Gabriel Vaquer, colunista do portal NaTelinha, mostrou-se chocado com a atitude da emissora carioca: "A briga de audiência na faixa das 20h30 e 22h entre Globo e Record chegou a níveis estratosféricos e impensáveis até mesmo para o fã que acompanha diariamente os bastidores da televisão". O esticamento de Os Dez Mandamentos também foi considerado "impressionante" pelo jornalista: "O mais impressionante foi o modo com que a Record fez o esticamento: a novela exibiu cenas que estavam previstas para ir ao ar apenas nesta quarta (02). Um efeito de final de capítulo chegou a ser realizado por volta de 21h45, mas a trama continuou no ar com cenas que não estavam previstas. A ação foi feita ao vivo e até o telespectador mais leigo pôde comprovar isso".[91]

Devido ao grande sucesso de audiência e faturamento, a Record pensou em estender Os Dez Mandamentos até dezembro de 2015 ou janeiro de 2016, mas segundo o diretor, a novela teria apenas 176 capítulos, terminando em meados de novembro, mas por motivos da boa audiência, a Record decidiu que o folhetim teria segunda temporada em 2016, sucedendo Sansão e Dalila e antecedendo A Terra Prometida (continuação).[92]

E em 10 de novembro de 2015, a trama cravou recorde histórico novamente: cravou média de 28 pontos com picos de 31 e 39% de share na Grande São Paulo, no Rio de Janeiro, cravou 32 pontos com 36 de pico e 47% de share, abrindo uma vantagem de 8 pontos sobre a Globo nas duas cidades, que cravou 20,8 pontos no mesmo horário em São Paulo e 24 no Rio de Janeiro. Neste dia, foram exibidas as cenas da abertura do mar vermelho. Se manteve bem toda a semana, mas quando começou a passar junto com a reprise Rei Davi, o folhetim perdeu audiência. No feriado do dia 20 de novembro, o folhetim fechou com 17,7 pontos de média, picos de 20 e 24% de share na grande São Paulo, considerada a pior média da novela em dois meses, o SBT exibia Cúmplices de um Resgate, que só marcava 7,3 pontos de média, sendo considerada a pior média do folhetim do SBT.

Em 4 de abril de 2016 estreou o primeiro capitulo da segunda temporada de Os Dez Mandamentos. Em comunicado, a emissora paulistana informou que a nova fase da trama consolidou o segundo lugar isolado com média de 19 pontos, na faixa das 20h35 às 21h55, o que significa um  de 56% no comparativo com a estreia da primeira temporada da novela, em março de 2015. A trama, escrita por Vívian de Oliveira com direção de Alexandre Avancini, também aumentou a audiência em 70% no comparativo com segunda-feira passada, que registrou 11 pontos de média. Cada ponto do Ibope equivale a 67 mil domicílios na Grande São Paulo. E no Rio de Janeiro, a novela registrou 21 pontos de média e também consolidou o segundo lugar isolado. Isto representa um aumento de 50% na audiência no comparativo com a estreia da primeira temporada, que marcou 14 pontos de média.[93] O capítulo já começou com caprichados efeitos especiais produzidos pela produtora Casablanca, nova responsável pela dramaturgia da Rede Record. A estreia da nova temporada movimentou as redes sociais: a tag da nova fase da novela da Record foi o assunto mais comentado no Twitter em todo o mundo. No Brasil, muitos espectadores elogiaram a retomada da trama.[94]

A primeira semana da nova temporada fez a audiência da emissora paulista subir consideravelmente, no mesmo horário, é exibido o Jornal Nacional e depois a novela Velho Chico, neste horário, a Globo teve queda de audiência, no momento em que as duas novelas bateram de frente, o que aconteceu por 39 minutos, a Record marcou 16,1 pontos, enquanto a Globo fez apenas 23,8 pontos. Na média final, com alguns minutinhos a mais (e depois que 'Os Dez Mandamentos' acabou), Velho Chico fechou com prévia de 27 pontos, até agora o pior resultado do enredo supervisionado por Benedito Ruy Barbosa. Os dados revelam a preferência dos telespectadores da grande São Paulo, onde cada ponto equivale cerca de 69 mil domicílios. Na terça-feira, o segundo capítulo manteve a vice-liderança absoluta em São Paulo, com média de 17 pontos e pico de 18 pontos. E na quarta-feira a novela teve média de 16 pontos, pico de 18 pontos e share de 22%, a trama abriu vantagem de 5 pontos da terceira colocada que marcou 11 pontos de média. No Rio de Janeiro, a novela também alcançou 16 pontos de média, pico de 18 pontos e share de 23%, consolidando o segundo lugar isolado.[95]

Na noite de quinta-feira, a novela Os Dez Mandamentos – Nova Temporada manteve o segundo lugar isolado com média de 16 pontos, ou seja, audiência 50% maior que a terceira colocada, que marcou apenas 11 pontos de média. O pico foi de 17 pontos e o share de 21%. A trama de Vivian de Oliveira foi ao ar na faixa das 20h42 às 21h49. E no Rio de Janeiro, a novela consolidou o segundo lugar isolado com média de 15 pontos.[96] A nova leva de capítulos reconduziu a novela da Record ao posto de atração mais vista da emissora e garante com ampla vantagem a vice-liderança na sua faixa horária, a trama de Moisés teve desempenho ainda melhor no Ibope com a estreia de Escrava Mãe, novela que a antecede na programação.

O sucesso de "Os Dez Mandamentos" chegou ao ouvidos dos americanos. Em reportagem extensa publicada no "The New York Times", um dos mais importantes jornais dos EUA, falou sobre a força da teledramaturgia brasileira, e a novela da Record ganhou destaque. A trama da Record é tratada como uma produção diferenciada por seus efeitos especiais, e por uma história que mistura milagres e calamidades. O diretor Alexandre Avancini fala sobre o sucesso do folhetim bíblico na reportagem: "Infelizmente nós vivemos em uma era no Brasil com muita corrupção. Moisés não é corruptível. Ele luta contra o grande poder para mudar a situação. Os brasileiros podem ver um pouco de esperança nesta história ", explica o diretor Alexandre Avancini. A reportagem também conta que o folhetim da Record ameaçou a Globo e que está rendendo novos frutos como uma nova fase da novela, um filme e um musical.[97]

Os Dez Mandamentos (telenovela) "Infelizmente nós vivemos em uma era no Brasil com muita corrupção. Moisés não é corruptível. Ele luta contra o grande poder para mudar a situação. Os brasileiros podem ver um pouco de esperança nesta história " Os Dez Mandamentos (telenovela)

Alexandre Avancini, em entrevista publicada no "The New York Times"

Em 20 de junho de 2016, a novela entra em sua reta final, a história estrelada por Guilherme Winter continua isolada em segundo lugar com excelentes 16,0 pontos.[98]

Em 21 de junho de 2016, a novela bateu recorde de audiência no capítulo em que a terra se abriu, de acordo com o colunista Ricardo Feltrin, o folhetim escrito por Vivian de Oliveira fechou com média de 19 pontos de ibope e pico de 21 segundo dados de audiência da Kantar Ibope. Na cena responsável pelo recorde de audiência, Corá (Vitor Hugo) é castigado após se rebelar contra Moisés (Guilherme Winter). Todos os que duvidavam do poder de Deus foram engolidos pela terra.[99]

Em 27 de junho de 2016, a segunda temporada da novela bíblica conquistou índices excelentes para a emissora, ás 21h05 a trama marcava 19,8 de audiência.[100]

Guilherme Winter e Sérgio Marone viajaram para Argentina, para divulgar o sucesso de Os Dez Mandamentos, super sorridentes, os dois atores cumpriram vários compromissos no país, onde chegaram até a participar do programa da famosa apresentadora Susana Giménez, na renomada emissora local Telefe. O programa alcançou a casa dos 29 pontos de audiência.[101]

Em 4 de julho de 2016 foi exibido o último capítulo de Os Dez Mandamentos. Exibido das 20h37 às 22h05, o final do folhetim bíblico escrito por Vívian de Oliveira foi vice-líder isolado com 19,4 pontos de média, 21 de pico e 25% de share, batendo recorde de audiência na temporada, segundo dados consolidados da Grande São Paulo. Cada ponto equivale a 69,4 mil domicílios na Grande São Paulo e a 43,3 mil no Rio de Janeiro. A média geral da trama ficou na casa dos 16 pontos, ótimos números para a emissora.[102] Os fãs que acompanharam a saga de Moisés e do povo hebreu desde o início se despediram da trama com desfechos surpreendentes, O final de Os Dez Mandamentos teve mortes, traições, reencontros e muita emoção, principalmente no momento em que Moisés (Guilherme Winter) apresenta Josué (Sidney Sampaio) como o novo líder do povo hebreu. O reencontro de Adira (Rayana Carvalho) com os filhos, as mortes de Zur (Dudu Azevedo) e Balaão (Leonardo Vieira) e a partida de Moisés foram alguns dos destaques do desfecho da novela escrita por Vivian de Oliveira, com direção de Alexandre Avancini. Nas redes sociais, a repercussão foi grande, os fãs comentaram bastante o último capítulo da novela de maior sucesso da RecordTV, que deu origem ao filme de maior público do Brasil e também a um musical.[103]

"Estou muito satisfeita com o resultado e em ver todo mundo trabalhando feliz. Sempre achei que o público fosse gostar e se encantar com a história, que é bem rica, emblemática e com personagens verdadeiros. A novela tratou de temas fortes e conflitos familiares. E também resgatou o sonho e a fé que estavam muito esquecidos."

Reprise

A estreia da reprise aconteceu no dia 25 de julho de 2017 no horário das 18h20 junto com a nova programação da RecordTV, mas com seu primeiro capítulo a novela apresentou índices abaixo do esperado cravando 6.5 pontos e estreando em terceiro lugar.[104] Desde então a novela vinha cravando médias entre 5 e 6 pontos na Grande São Paulo chegando a ficar em quarto lugar em alguns minutos em seu antigo horário, mas disputando acirradamente o segundo lugar contra o SBT e a Rede Bandeirantes. Mas mesmo com índices pouco expressivos em São Paulo, a novela vinha registrando índices satisfatórios em algumas praças, mas longe do patamar da sua exibição original em 2015, como em Salvador onde no período de 31 de julho e 6 de agosto a novela acumulou 12 pontos de média e alavancando o horário nobre. Já em Goiânia a novela teve média de 11 pontos no mesmo período e se consolidou como a terceira maior audiência da Record, ficando atrás apenas de O Rico e Lázaro com 15 pontos e do Domingo Espetacular com 12 pontos. Em Belo Horizonte a novela consolidou 9 pontos de média e empatou com a reprise de Vidas em Jogo e o "MG Record". Já no PTN a novela acumulou 7 pontos.[105]

Seu maior índice até então foi de 8 pontos registrado em 27 de setembro de 2017 quando alcançou pela única vez a vice-liderança na faixa das 18h20.[106] Seu pior índice foi de 4.5 pontos registrado nos dias 8 de setembro e 22 de dezembro de 2017.[107][108]

Com a estreia da "nova grade" no dia 29 de janeiro de 2018 sem o "SP Record" e com o fim da telenovela Belaventura, a novela passou a ser exibida as 19h45 e com a estreia já no novo horário, a trama cravou novamente 8 pontos e assumiu a vice liderança ponta a ponta contra o SBT Brasil.[109]

Voltou a assumir a vice liderança no dia seguinte 30 de janeiro de 2018, chegando a 8.6 pontos contra 7.9(8) do SBT novamente numa disputa ponta a ponta.[110]

Com a mudança de horário a novela cresceu 38% em relação ao horário anterior e pela antecessora Belaventura, além de impulsionar a novela seguinte, no caso Apocalipse.[111]

Em 1º de fevereiro, a novela chegou aos 9 pontos de média.[112] No dia 6 de fevereiro a novela chegou pela primeira vez aos 10 pontos de média.[113] Nos dias 15, 20 e 22 de fevereiro chegou aos 10.4 pontos de média.[114][115][116]

Em 8 de março a novela registrou 11 pontos de média na Grande São Paulo e 12 pontos na Região Metropolitana do Rio de Janeiro e em ambas as regiões assumiu a vice liderança deixando o SBT Brasil em terceiro lugar com 8 pontos nas duas cidades.[117]

Em 26 de março cravou 12 pontos na Grande São Paulo, seguindo com a sequência de recordes de audiência, fato que não acontecia desde o período em que era exibida às 18h20.[118]

Em 2 de abril a novela chegou aos 13 pontos de média e em algumas ocasiões registrou 14 pontos com as cenas da Décima Praga, mantendo assim mais uma sequência absoluta de recordes.[119] Com a continuação das cenas da décima e última praga no dia 3 de abril de 2018 a novela enfim chegou aos 14 pontos de média abrindo 6 pontos de vantagem contra o SBT.

Em seu último capítulo exibido em 24 de julho de 2018, a trama registrou 12.9 (13) pontos de média e foi vice-líder isolado, deixando o SBT em terceiro lugar com 7.3 pontos com a exibição do SBT Brasil. A reprise teve média geral de 8 pontos, índice considerado dentro dos padrões da RecordTV além de ter um surpreendente crescimento em sua mudança de horário.

Análise da crítica e controvérsias

Patrícia Kogut, do O Globo, elogiou o fato de que "o périplo de Moisés no Êxodo tenha sido escolhido" para adaptação a uma novela, uma vez que é "história rica e vocacionada para a seriação", o que corresponde com uma obra de 170 capítulos, bem como a atuação de atores como Milhem CortazAngelina Muniz e Zécarlos Machado, mas fez notar "ritmo arrastado" da trama.[120][121]

Raphael Scire, em texto publicado no UOL, elogiou a produção, em especial a caracterização dos personagens e a cenografia, ainda que lembrassem alegorias carnavalescas, afirmando que poderia dar a impressão ao público de estarem assistindo a um desfile de escola de samba fora de época. A analogia carnavalesca seria usada também para sintetizar o que ele via como o "desafio" da produção: se manter "impecável" até o final, "até a apoteose". Para Scire, o principal problema da telenovela esta em sua fidelidade ao texto bíblico: "(...) o problema principal está no texto, que fez pouquíssimas concessões ao original bíblico nessa adaptação para a televisão, o que deixa a novela um tanto hermética. Reside aí o primeiro problema da produção, feita para quem conhece a Bíblia de trás para frente e já tem certa familiaridade com as histórias", criticando inclusive o uso de nomes de origem egípcia para personagens como a princesa Henutmire, interpretada por Mel Lisboa nos primeiros capítulos, ao invés de que os nomes fossem adaptados para o português.[122] Scire criticou o que viu no texto como sendo "uma nítida tentativa de trazer didatismo aos diálogos, o que torna tudo muito artificial e pomposo", e comparando Os Dez Mandamentos com Rei Davi e José do Egito, via que a autora, Vivian de Oliveira, havia deixado de lado o cuidado de não tornar a produção uma forma de evangelismo: "Em suas minisséries, a autora teve o cuidado de não torná-las peças evangelizadoras, mas numa novela com mais de cem capítulos esse cuidado tem de ser redobrado. O que deve ser colocado como objetivo antes mesmo da estreia da telenovela, Israel Gonçalves, um pastor pertencente ao quadro da Assembleia de Deus Ministério Madureira criticara a produção, apontando que embora fosse baseada na Bíblia, "em nada evangeliza ou contribui pra edificação espiritual de ninguém". Em um texto intitulado "10 razões por que a novela Os Dez Mandamentos é tão prejudicial quanto a novela Babilônia", o pastor listaria uma série de motivos com o objetivo de convencer os membros de sua congregação e de outras denominações a não acompanharem a produção, comparando-a negativamente com a telenovela Babilônia, também criticada por outras denominações e pela Igreja Católica: "enquanto numa tem cenas de beijos e pares de pessoas do mesmo sexo, na ‘novela bíblica’ tem até envenenamento, traições, tentativas de aborto e outras coisas mais abomináveis ainda". Para Gonçalves, o fato de Os Dez Mandamentos "ser uma ‘novela’ e não uma leitura real dos textos bíblicos" já era um motivo para não acompanhar a produção, e que os cristãos deveriam congregar e se dedicar a servir a Deus em seu tempo livre, ao invés de assistir à produção.